A importância do cuidado com a saúde mental e da prevenção ao suicídio foi destaque em um encontro realizado ao longo desta segunda-feira (21), no auditório do Hospital Municipal Esaú Matos, em Vitória da Conquista. A ação foi promovida em alusão à campanha Setembro Amarelo e reuniu dezenas de colaboradores da Fundação Pública de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC).

O evento foi realizado pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMET), em parceria com o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH). Além de palestras sobre saúde mental, a programação proporcionou momentos de bem-estar, interação e descontração, com massagens relaxantes e desestressantes e um lanche oferecido aos participantes.

Para Adriano Lucena, técnico de segurança do trabalho da FSVC, abordar o tema dentro das instituições é fundamental para ampliar o diálogo sobre saúde mental. “A gestão da Fundação sempre tem apoiado o SESMET e o GTH no que diz respeito à promoção da saúde dos colaboradores. Na oportunidade, estamos pensando na saúde mental dos nossos funcionários. Essa é uma temática que vai além do nosso trabalho. Ela serve para discutir em outros círculos sociais, como em casa, com familiares, nas escolas, enfim ”, destacou.

A programação contou com uma palestra conduzida pela psicóloga Gleica Dutra, que abordou o tema “Prevenção ao suicídio: enfrentando e cuidando”. Segundo ela, as instituições precisam estar cada vez mais atentas ao bem-estar psicológico dos trabalhadores. “As organizações precisam priorizar, falar sobre a saúde mental e fazer a prevenção da saúde mental dos seus trabalhadores, para que esse ambiente de trabalho, que faz parte da rotina diária, seja cada vez mais saudável e venha gerar bem-estar para o próprio colaborador”, explicou.

Entre os participantes estava Bárbara Thaiane Santos de Brito, pregoeira do setor de compras da Fundação. Para ela, iniciativas que estimulam a busca por acolhimento profissional são importantes para a qualidade de vida. “Quanto mais cedo a gente buscar o acolhimento dos profissionais de saúde, a gente vai ter benefícios mentais. Por exemplo, quando a gente tem dor de dente, procura um dentista. Por que não procuramos acolhimento para tratar da nossa mente, que é de suma importância? Se a nossa mente está bem, o nosso corpo também estará bem”, afirmou.

A coordenadora do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), Cris Moura, destacou a importância de discutir o tema de forma transparente. “Esse ano, nós decidimos falar abertamente sobre essa temática. É algo que precisa ser visto, não dá mais para mascarar, para jogar esse assunto embaixo do tapete, precisa ser falado abertamente, discutido para que não só os colegas, mas os familiares consigam identificar os possíveis sinais de um suicida”, ressaltou.
A programação seguiu ao longo do dia com outras atividades voltadas à saúde mental. Entre os temas abordados estiveram “Suicídio: a vida não tem equilíbrio, apenas equilibristas” e “Mindfulness e saúde mental: práticas de cuidado e prevenção”. As atividades foram conduzidas pelo psicólogo Otávio Lago e por estagiários do curso de Psicologia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), respectivamente.
